CASA Sri Aurobindo - Núcleo para o Livre Desenvolvimento da Consciência

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Os Instrumentos Supramentais: Processo de Pensamento (3)

A inteligência racional é um agente intermediário entre a mente-vital e a ainda não desenvolvida intuição supramental. Sua atividade é aquela de um intermediário, por um lado iluminar a mente-vital, torná-la consciente e governar e regular o máximo que puder sua ação até que a Natureza esteja pronta para evoluir a energia supramental que irá se apoderar da vida e iluminar e aperfeiçoar todos os seus movimentos pela conversão de seus obscuramente intuitivos movimentos de desejo, emoção, sensação e ação em uma manifestação de vida espiritualmente e luminosamente espontânea do si e espírito. Por outro lado, sua missão é tomar os raios de luz que vem de cima e traduzi-los em termos de mentalidade inteligente e aceitar, examinar, desenvolver, intelectualmente utilizar a intuições que escapam à barreira e descem para dentro da mente vindos do superconsciente. Ela faz isso até que o homem, tornando-se mais e mais inteligentemente consciente de si próprio e de seu ambiente e de seu ser, torna-se também consciente de que ele não pode realmente conhecer essas coisas por sua razão, mas apenas pode construir uma representação mental delas para sua inteligência.

Sri Aurobindo, The Synthesis of Yoga, Parte IV, Cap. XXIII (trechos)

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As quatro austeridades e as quatro libertações (15)

Tem-se que fazer uma escolha decisiva entre o emprestar o corpo para os fins da Natureza, em obediência à sua demanda para perpetuar a raça como ela é, e o preparar esse mesmo corpo para tornar-se um passo para a criação da nova raça. Pois não é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo; a cada momento a pessoa tem que decidir se quer continuar a fazer parte da humanidade de ontem ou pertencer à super-humanidade de amanhã.

Deve-se renunciar a ser adaptado à vida como ela é e ter sucesso nela se a pessoa quiser preparar-se para a vida como ela vai ser e tornar-se uma parte ativa e eficiente dela.

Deve-se recusar o prazer quando a pessoa quer abrir-se para o deleite da existência, em total beleza e harmonia.

Isso nos leva naturalmente à austeridade vital, a austeridade das sensações, a tapasya de poder. Pois o ser vital é o local do poder, do entusiasmo efetivo. É no vital que o pensamento é transformado em vontade e torna-se um dinamismo para a ação. Também é verdade que o vital é a sede dos desejos e paixões, de impulsos violentos e reações igualmente violentas, de revolta e depressão.

A Mãe, On Education, pg. 55

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